O Walking Handball foi alvo do primeiro estudo científico dedicado à caracterização das exigências físicas e fisiológicas da modalidade. O trabalho, publicado na revista Frontiers in Sports and Active Living, demonstra que a prática oferece um estímulo cardiovascular de intensidade moderada, comparável ao da caminhada convencional, mas com maior frequência e magnitude de acelerações e desacelerações.

Metodologia e participantes

A investigação, desenvolvida por investigadores da Universidade da Maia em colaboração com a Universidade da Dinamarca do Sul, contou com 22 homens entre os 64 e os 76 anos, com experiência prévia em Andebol de Recreação. O artigo, intitulado Walking handball as an exercise alternative to conventional walking and recreational team handball, tem como autores Ricardo Martins, Peter Krustrup, Carlo Castagna, Magni Mohr, Jorge Teixeira, Ivone Carneiro e Susana Póvoas.

Ao longo das sessões, foram avaliados parâmetros como a frequência cardíaca, o lactato sanguíneo, o perfil da atividade locomotora, a perceção de esforço e o grau de divertimento.

Resultados principais

Os resultados revelaram que o Walking Handball proporciona um estímulo cardiovascular de intensidade moderada, semelhante ao verificado nas modalidades convencionais de caminhada. Apesar da menor distância total percorrida, a modalidade registou uma maior frequência e magnitude de acelerações e desacelerações — características que reforçam o seu potencial para promover adaptações positivas ao nível cardiorrespiratório e musculoesquelético.

Os participantes percecionaram o Walking Handball como menos exigente e mais divertido do que a caminhada convencional, um fator relevante para promover a adesão à prática de exercício físico a longo prazo.

Andebol de Recreação e Walking Handball: complementaridade

O estudo conclui que o Andebol de Recreação, com corrida, continua a proporcionar o estímulo global mais elevado para a melhoria da aptidão física e da saúde. O Walking Handball surge como uma alternativa segura e motivadora para quem não consegue acompanhar essas exigências, podendo também funcionar como porta de entrada para uma progressão gradual para formas mais intensas de prática.

As principais conclusões foram apresentadas por Susana Póvoas, coordenadora internacional do projeto Handball4Health, num webinar promovido pela Federação Europeia de Andebol dedicado ao potencial do Walking Handball.

O estudo contou com o apoio da Federação de Andebol de Portugal, da Federação Europeia de Andebol, da Câmara Municipal de Gaia e da Universidade da Maia/CIDESD.